Loupit Travel and Expense
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Estudo Loupit com 164 empresas: diferença de 32% no preço da mesma viagem corporativa

22 de agosto de 2026

Pesquisa da Loupit com 164 empresas mostra que 71% cotam em mais de uma fonte e que a diferença de preço entre vendedores chega a 32% para a mesma viagem.

Resposta rápida

Um estudo conduzido pela Loupit com 164 empresas brasileiras mostrou que 71% delas cotam a mesma viagem em mais de uma fonte antes de fechar e que a diferença de preço entre os vendedores chega a 32% para o mesmo produto. O trabalho manual é o gargalo: a comparação existe, mas acontece por telefone, e-mail e planilha, sem nenhuma ferramenta que automatize a disputa.

  • 71% das empresas pesquisadas cotam em mais de uma fonte antes de comprar.
  • A diferença de preço entre vendedores para a mesma viagem chega a 32%.
  • A escolha da agência costuma ser feita pela menor taxa de transação, que representa em média 1% do orçamento de viagens.
  • Em uma base de 54 clientes, a Loupit identificou R$ 9 milhões em economia possível, distribuídos em cinco frentes de otimização.
  • O mercado brasileiro de viagens corporativas foi avaliado em R$ 147,8 bilhões em 2025, com projeção de R$ 158 a R$ 160 bilhões.

O estudo e seus números foram divulgados em reportagem da Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Globo), em agosto de 2026.

O que o estudo mediu

A pesquisa ouviu 164 empresas brasileiras compradoras de viagens corporativas sobre como elas cotam, decidem e controlam esse gasto. Duas conclusões se destacam.

A primeira é comportamental: a maioria já desconfia do preço único. 71% das empresas pedem mais de uma cotação antes de fechar uma viagem — ou seja, comparar não é uma novidade que precisa ser vendida ao mercado, é uma prática consolidada.

A segunda é econômica: essa desconfiança tem fundamento. A diferença de preço entre vendedores para a mesma viagem chega a 32%. Não se trata de produtos diferentes, mas do mesmo trecho, do mesmo hotel, da mesma data, oferecido por canais distintos com condições, acordos e margens distintas.

Por que 32% de diferença aparece no mesmo produto

Cada agência de viagens acessa o inventário por caminhos diferentes: GDS, conexões diretas com companhias aéreas (NDC), consolidadores, tarifas negociadas e bases de hotelaria próprias. Some a isso acordos comerciais específicos, políticas de repasse e a margem que cada canal decide praticar. O resultado é um mercado em que o "preço da passagem" não existe no singular.

Para entender a mecânica por trás dessa dispersão, vale ler por que duas agências encontram preços diferentes para o mesmo voo e como as companhias aéreas calculam o preço de uma passagem.

O erro de escolher a agência pela taxa

O estudo aponta um desalinhamento clássico de compras: na maioria dos casos, a empresa decide qual agência vai atendê-la olhando quem cobra a menor taxa de transação — e faz isso sem cotar o preço de uma única passagem.

A taxa de transação representa, em média, cerca de 1% do orçamento de viagens. A tarifa aérea e a diária de hotel respondem pelo resto. Escolher o canal de compra pelo 1% e ignorar os 99% é o equivalente a negociar o frete e aceitar qualquer preço no produto.

O que a empresa negociaPeso no orçamentoO que costuma acontecer
Taxa de transação (fee)~1%Vira o principal critério de escolha da agência
Tarifa aérea, diária de hotel, carro~99%Raramente é comparada no momento da decisão

Há um agravante estrutural: no modelo de agência única, o vendedor não tem incentivo para apresentar a opção mais econômica. Ele já ganhou a conta. Esse desenho é o que a Loupit discute em detalhe na comparação entre agência única e marketplace e na página sobre viagens corporativas monoagência.

A leitura de mercado: comparar sim, manualmente não

Cruzando os dois números, o estudo desenha um mercado que faz a coisa certa da forma mais cara possível. As empresas comparam (71%), a diferença compensa comparar (32%), mas a comparação é manual: pedido por e-mail, resposta por WhatsApp, consolidação em planilha, decisão sem registro auditável.

Isso gera três custos que raramente entram no cálculo:

  1. Tempo do time. Horas de compras, financeiro e do próprio viajante em idas e vindas de cotação.
  2. Preço não verificado. Sem histórico comparável, não há como provar que a tarifa escolhida era a melhor disponível naquele momento.
  3. Governança fraca. Aprovações informais e ausência de trilha de auditoria dificultam qualquer defesa em auditoria interna.

Como a tecnologia fecha essa lacuna

A resposta que a Loupit propõe é automatizar exatamente a etapa que hoje é manual: a empresa homologa as agências com as quais quer trabalhar e, a cada solicitação, a plataforma coloca todas elas para cotar a mesma viagem, com a política de viagens aplicada na ferramenta e o fluxo de aprovação integrado. Veja o mecanismo funcionando na comparação ao vivo.

A plataforma é all in one — aéreo, hospedagem, carros, rodoviário e mobilidade urbana no mesmo lugar — com despesas auditadas por inteligência artificial para verificar o cumprimento da política de gastos, além de relatórios e análise de gastos, remarcação online, calendário de tarifas, SkyAlert de queda de preço e integração com ERPs. Em uma base de 54 clientes, esse conjunto permitiu identificar R$ 9 milhões em economia possível, distribuídos em cinco frentes distintas de otimização de gastos.

Nas palavras do fundador da Loupit, Patrick Tytgadt, citadas pela reportagem: "O B2C já mostrou o caminho com Trivago, Skyscanner e Kayak. O B2B corporativo brasileiro está exatamente no ponto em que o B2C estava antes de a disrupção começar."

O que fazer com esse dado na sua empresa

  • Compare o preço, não só o fee: peça a cotação da mesma viagem a mais de uma fonte e registre o resultado.
  • Meça a dispersão real do seu perfil de rotas antes de renovar contrato.
  • Exija trilha de auditoria: qual opção foi oferecida, qual foi escolhida e por quê.
  • Padronize a política na ferramenta, e não no PDF. Os modelos de política ajudam a começar.
  • Trate cotação manual como custo, não como processo.

Perguntas frequentes

Qual foi a amostra do estudo da Loupit?

O levantamento ouviu 164 empresas brasileiras compradoras de viagens corporativas. Ele mediu como essas empresas cotam e decidem a compra de viagens, e não o desempenho de fornecedores específicos.

A diferença de 32% aparece em toda viagem?

Não. Trata-se do patamar máximo de diferença identificado entre vendedores para o mesmo produto. A dispersão varia por rota, antecedência, disponibilidade e acordos comerciais de cada canal — por isso a recomendação é medir o próprio perfil de compra.

Comparar entre várias agências complica a operação?

Na cotação manual, sim: é o que gera o retrabalho apontado no estudo. Quando a disputa acontece automaticamente dentro de uma única plataforma, com política e aprovação aplicadas, a empresa mantém um só fluxo de compra e um só relatório, com várias agências competindo por trás.

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