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O que mudou no comportamento do viajante corporativo nos últimos cinco anos?

22 de agosto de 2026

Nos últimos cinco anos, o comportamento do viajante corporativo passou por transformações significativas, exigindo das empresas mais flexibilidade, atenção ao bem-estar e adoção de tecnologia.

Resposta rápida

Nos últimos cinco anos, o comportamento do viajante corporativo mudou drasticamente, impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças culturais e a necessidade de flexibilidade, exigindo uma abordagem mais centrada no viajante. As empresas precisam adaptar suas políticas e estratégias para manter a eficiência e a satisfação dos colaboradores.

  • Maior demanda por flexibilidade e autonomia nas escolhas de viagem.
  • Crescente preocupação com bem-estar e sustentabilidade.
  • Adoção de tecnologia e dados para otimização e simplificação de processos.
  • Valorização de benefícios e incentivos que recompensem a conformidade.

A gestão de viagens corporativas exige compreensão contínua das tendências e, sobretudo, do comportamento do viajante. Nos últimos cinco anos, este perfil passou por transformações significativas, impulsionadas por avanços tecnológicos, mudanças culturais e a necessidade de flexibilidade. Para CFOs, gestores de viagens, compras e RH, adaptar as estratégias e políticas de viagens a essas novas realidades é essencial para manter a eficiência e a satisfação dos colaboradores.

A busca por flexibilidade e autonomia

Uma das mudanças mais notáveis é a crescente demanda por flexibilidade. O viajante corporativo atual espera ter mais controle sobre suas escolhas de viagem, desde a seleção de voos e hotéis até a possibilidade de alterar planos. Isso se manifesta em:

  • Preferência por ferramentas de autosserviço: Há uma inclinação para plataformas que permitam ao próprio viajante pesquisar, comparar e reservar, dentro dos limites da política. A capacidade de realizar uma remarcação de viagem online, por exemplo, é vista como um diferencial que economiza tempo e evita burocracia.
  • Flexibilidade na política de viagens: Políticas excessivamente rígidas podem gerar frustração. Empresas estão buscando um equilíbrio entre controle de custos e a concessão de alguma liberdade de escolha, reconhecendo que a satisfação do viajante pode impactar sua produtividade. Isso pode incluir opções de hospedagem, horários de voo e até a combinação de viagens a trabalho com lazer (bleisure).
  • Menos tolerância a imprevistos: A espera em aeroportos ou a dificuldade de resolver problemas em trânsito são fatores que impactam negativamente a experiência. Soluções que oferecem suporte rápido e eficiente, muitas vezes via atendimento humano 24/7, são valorizadas.

Preocupação com o bem-estar e a sustentabilidade

O bem-estar do colaborador ganhou maior destaque, passando a ser um fator decisivo na percepção de valor da viagem corporativa. Além disso, a pauta de sustentabilidade se tornou mais presente na tomada de decisão dos viajantes e das empresas.

  • Bem-estar e segurança: O conforto durante a viagem, acesso a bons hotéis e a preocupação com a segurança, especialmente em destinos desconhecidos, são prioridades. Plataformas que oferecem relatórios detalhados e mecanismos de rastreamento de viajantes contribuem para a tranquilidade tanto do gestor quanto do colaborador. Aspectos como o tempo de deslocamento, a qualidade da alimentação e a possibilidade de descanso adequado são considerados.
  • Sustentabilidade: A consciência ambiental cresceu. Viajantes e empresas buscam opções de transporte e hospedagem com menor impacto ambiental. Embora ainda não seja o principal fator de decisão, a opção por companhias aéreas ou hotéis com iniciativas de sustentabilidade é cada vez mais relevante. Empresas estão começando a incorporar critérios de sustentabilidade em suas políticas de viagens.

Adoção de tecnologia e dados para decisão

A tecnologia não apenas moldou a forma como as viagens são gerenciadas, mas também como o viajante interage com o processo. A expectativa é por ferramentas eficientes e intuitivas.

  • Ferramentas de gestão integradas: A popularização de plataformas que centralizam reservas, aprovações, gestão de despesas e relatórios é um reflexo dessa tendência. Viajantes esperam que o processo seja simplificado e acessível via dispositivos móveis.
  • Uso de dados para otimização: A análise de dados de viagens, antes restrita aos gestores, agora também influencia as escolhas dos viajantes, que se beneficiam de sugestões personalizadas e alertas de melhores tarifas, como um calendário de tarifas ou alertas de queda de preço (SkyAlert).
  • Digitalização de despesas: A leitura de comprovantes por IA e o reembolso de despesas, incluindo reembolso de quilometragem e mobilidade urbana, via aplicativos eliminam a necessidade de processos manuais, agilizando o fechamento de contas e o reembolso ao viajante.

Valorização de benefícios e incentivos

Empresas estão percebendo que pequenos incentivos podem aumentar a satisfação do viajante e até gerar economia. A ideia de que a viagem corporativa pode ser uma recompensa, e não apenas uma obrigação, tem ganhado força.

  • Recompensas por conformidade: Oferecer benefícios como cashback em compras de hotel para reservas dentro da política de viagens é uma estratégia que incentiva a adesão às regras e recompensa o viajante. Este cashback pode ser usado em viagens pessoais, adicionando um valor tangível ao esforço do colaborador.
  • Experiência além do básico: O viajante moderno valoriza a possibilidade de ter uma experiência melhor, mesmo em viagens a trabalho. Isso pode incluir hotéis mais confortáveis (dentro dos limites da política), acesso a lounges ou a possibilidade de estender a viagem para fins pessoais, desde que os custos adicionais sejam arcados pelo viajante.

Implicações para a gestão de viagens

Para CFOs e gestores, entender essas mudanças significa adaptar a política de viagens e as ferramentas utilizadas. Uma gestão de viagens eficaz não se limita a cortar custos, mas a otimizar o investimento, garantindo que as viagens sejam produtivas, seguras e com um bom nível de satisfação para o viajante. Isso passa por:

  • Implementação de plataformas que ofereçam autonomia e flexibilidade ao viajante, como um marketplace multiagência que permite comparação ao vivo de tarifas e a escolha da melhor opção dentro da política.
  • Revisão periódica da política de viagens para equilibrar controle e flexibilidade, utilizando modelos de política como referência.
  • Adoção de relatórios e análise de gastos para identificar padrões de comportamento e oportunidades de economia.
  • Investimento em soluções que garantam o bem-estar e a segurança do viajante.

O cenário atual exige uma abordagem mais centrada no viajante, onde a tecnologia e a flexibilidade são pilares para uma gestão de viagens corporativas eficiente e moderna.

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Perguntas frequentes

Quais são as principais demandas de flexibilidade do viajante corporativo atualmente?

O viajante corporativo busca autonomia para escolher voos e hotéis, prioriza ferramentas de autosserviço para gerenciar suas reservas e espera políticas de viagens flexíveis que permitam alguma liberdade de escolha, como a combinação de viagens a trabalho e lazer (bleisure).

Como a tecnologia impacta o comportamento e as expectativas do viajante corporativo?

A tecnologia moldou a expectativa por ferramentas eficientes e intuitivas, como plataformas integradas para reservas e gestão de despesas. O viajante espera acesso a dados para otimização de escolhas, sugestões personalizadas e alertas de tarifas, além da digitalização de processos como reembolso de despesas.

Qual a importância do bem-estar e da sustentabilidade para o viajante corporativo hoje?

O bem-estar e a segurança ganharam destaque como fatores decisivos, com prioridade para conforto, bons hotéis e suporte rápido. A sustentabilidade também se tornou mais relevante, levando viajantes e empresas a buscarem opções de transporte e hospedagem com menor impacto ambiental, embora ainda não seja o principal fator de decisão.

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