Menor fee não entrega o menor preço final em 39% das cotações de viagens corporativas
Estudo com 153 empresas indica que Compras deve comparar custo total, cobertura de inventário, política e governança antes de escolher uma agência
São Paulo, 30 de setembro de 2026 — Em 39% das cotações analisadas, a agência com o menor fee não apresentou o menor preço final da viagem. O dado faz parte de um estudo da Loupit com 153 empresas, realizado entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026, e reforça a necessidade de avaliar o custo total durante BIDs e revisões de fornecedores.
O levantamento registrou diferença de até 32% entre agências na mesma cotação. Em 83% das buscas, as opções de voos e hotéis eram idênticas, mas os preços apresentados variavam. Nos 17% restantes, pelo menos uma opção aparecia em apenas uma agência.
A diferença de cobertura foi mais relevante fora dos grandes centros: 68% das opções exclusivas eram hotéis em cidades com menos de 100 mil habitantes. Para empresas com operações descentralizadas, essa disponibilidade afeta preço, aderência à política e tempo gasto com exceções.
A análise propõe um scorecard para BIDs de viagens corporativas com cinco dimensões: preço final comparável, cobertura de inventário, aderência à política, qualidade operacional e governança de dados. O fee permanece no cálculo, mas deixa de funcionar como indicador isolado de economia.
Os resultados descrevem a amostra observada. Não foram divulgados recortes por setor e porte, margem de erro ou auditoria externa; por isso, os números devem orientar testes controlados com cotações reais da própria empresa, e não substituir a validação no processo de compra.
Números do estudo
- 153 empresas analisadas entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026.
- Em 39% das cotações, o menor fee não correspondeu ao menor preço final.
- Diferença de até 32% entre agências na mesma cotação.
- Inventário idêntico em 83% das buscas; alguma opção exclusiva em 17%.
- 68% das opções exclusivas eram hotéis em cidades com menos de 100 mil habitantes.
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O menor fee é realmente a proposta mais econômica? Em um estudo com 153 empresas, realizado entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026, a agência com menor fee não apresentou o menor preço final em 39% das cotações. A diferença chegou a 32% entre agências na mesma busca. A conclusão para Compras, Procurement e CFO é prática: um BID de viagens precisa comparar mais do que a taxa de serviço. Preço final, cobertura de inventário, aderência à política, operação e governança devem entrar no mesmo scorecard. Publiquei a metodologia, os limites da amostra e um modelo de avaliação para aplicar na próxima concorrência. #ViagensCorporativas #Procurement #StrategicSourcing #CFO #TravelManagement














