Estudo da Loupit mostra que compras negocia 1% do custo da viagem e deixa 99% fora da concorrência
Análise coordenada por Patrick Tytgadt sistematiza como se forma o BID de viagens corporativas e por que a disputa por taxa de transação não reduz o gasto real da empresa
São Paulo, Agosto de 2026 — A Loupit publicou uma análise metodológica sobre a formação do BID de viagens corporativas no Brasil. O levantamento aponta que, no modelo tradicional de compra, a concorrência entre agências acontece basicamente sobre a taxa de transação — o fee —, que representa cerca de 1% do custo total de uma viagem, enquanto os cerca de 99% restantes, formados por bilhete aéreo, hospedagem e locação de veículo, ficam fora da disputa.
Na prática mais comum do mercado corporativo, a empresa abre uma concorrência a cada dois ou três anos, escolhe uma agência a partir do fee negociado e passa o restante do contrato comprando por um único canal. Cada nova viagem é cotada sem comparação e sem registro do que havia disponível naquele momento.
A análise mostra que o custo relevante da viagem se forma no momento da compra, não no momento da negociação contratual. Datas, disponibilidade, classe tarifária, regra de bagagem e política de alteração mudam o preço final de forma muito mais significativa do que qualquer desconto sobre a taxa de serviço.
A partir disso, o estudo propõe outra leitura do BID: em vez de um evento contratual isolado, cada pesquisa de viagem passa a gerar sua própria concorrência entre agências homologadas, com preço final já incluindo fee, regras aplicadas e disponibilidade exibidos lado a lado. Todo o comparativo fica registrado, o que permite auditoria posterior e comprovação de savings.
O material também descreve efeitos colaterais do modelo de canal único: compras fora da política, uso de cartão pessoal, reembolsos posteriores e perda de visibilidade sobre o gasto real por centro de custo.
“Compras costuma negociar muito bem o 1% e aceitar sem discussão o 99%. Quando cada cotação vira um BID, a empresa compara o custo inteiro da viagem, todas as vezes.”
“O problema não é a agência. É o desenho do processo: uma concorrência a cada dois anos não consegue acompanhar um preço que muda todos os dias.”
Números do estudo
- Fee: cerca de 1% do custo total da viagem corporativa.
- Preço de aéreo, hotel e locação: cerca de 99% do custo total.
- Modelo tradicional: uma concorrência a cada dois ou três anos, sem comparação por cotação.
- Modelo de marketplace: um novo BID por pesquisa, com preço final, regras e disponibilidade comparáveis e registrados.














