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Pegada de carbono das viagens corporativas: como medir e reportar

13 de agosto de 2026

Medir e reportar a pegada de carbono de viagens corporativas é crucial para a sustentabilidade e conformidade, impulsionando otimização de custos e inovação.

Resposta rápida

Medir e reportar a pegada de carbono de viagens corporativas é essencial para que as empresas demonstrem compromisso ambiental, cumpram regulamentações e atendam às expectativas de stakeholders. Essa prática permite otimizar operações, reduzir custos e mitigar riscos, contribuindo para uma gestão de viagens mais responsável e sustentável. Os principais motivos para isso incluem:

  • Conformidade e regulamentação: Atender às exigências de órgãos reguladores.
  • Pressão de stakeholders: Responder às demandas de investidores, clientes e colaboradores por sustentabilidade.
  • Otimização de custos: Identificar oportunidades para reduzir gastos com deslocamentos.
  • Gestão de riscos: Diminuir riscos reputacionais e financeiros associados a altas emissões.

A sustentabilidade é uma pauta central para empresas, impulsionada por regulamentações, expectativas de investidores e a própria consciência corporativa. Dentro desse contexto, a gestão da pegada de carbono de viagens corporativas emerge como um desafio significativo e uma oportunidade para demonstrar compromisso ambiental. Medir e reportar essas emissões não é apenas uma questão de conformidade, mas uma ferramenta estratégica para otimizar operações e custos. Compreender a metodologia por trás do cálculo e as diretrizes para o reporte é fundamental para qualquer organização que busque uma gestão de viagens mais responsável.

Por que medir a pegada de carbono de viagens corporativas?

A medição da pegada de carbono das viagens corporativas é importante por diversas razões estratégicas e operacionais:

  • Conformidade e regulamentação: Governos e organismos internacionais estão implementando regulamentações mais rígidas sobre emissões de gases de efeito estufa (GEE), exigindo que empresas reportem seus impactos ambientais.
  • Pressão de stakeholders: Investidores, clientes e colaboradores demandam cada vez mais transparência e ações concretas em relação à sustentabilidade. Relatórios ESG (Environmental, Social, and Governance) são um critério crescente para decisões de investimento.
  • Otimização de custos: A identificação das fontes de emissão permite às empresas buscar alternativas de transporte mais eficientes ou reduzir viagens desnecessárias, impactando diretamente os custos operacionais.
  • Gestão de riscos: Empresas com alta pegada de carbono podem enfrentar riscos de reputação e até financeiros devido a penalidades ou aumento de custos de carbono.
  • Inovação e competitividade: A busca por soluções de baixo carbono pode impulsionar a inovação e diferenciar a empresa no mercado.

Metodologias e escopos de emissões

Para medir a pegada de carbono, é crucial entender as categorias de emissões, geralmente classificadas de acordo com o GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol), uma estrutura amplamente aceita globalmente.

Escopo 1: Emissões diretas

São as emissões provenientes de fontes que a empresa possui ou controla. No contexto de viagens, isso incluiria, por exemplo, veículos de frota própria utilizados para deslocamentos corporativos.

Escopo 2: Emissões indiretas de energia

Correspondem às emissões resultantes da geração de eletricidade, vapor, aquecimento ou resfriamento adquiridos e consumidos pela organização. Para viagens, isso seria menos direto, mas pode estar presente na operação de escritórios ou instalações que servem como ponto de partida ou chegada.

Escopo 3: Outras emissões indiretas

Estas são as emissões indiretas que ocorrem na cadeia de valor da empresa, mas que não são controladas diretamente por ela. As viagens corporativas se enquadram majoritariamente aqui, abrangendo:

  • Viagens aéreas: Principal fonte de emissões, calculada com base na distância percorrida, tipo de aeronave e classe da viagem.
  • Viagens rodoviárias: Incluem ônibus, trens, táxis, aplicativos de transporte e veículos alugados.
  • Hospedagem: Emissões geradas por hotéis, considerando consumo de energia e água.

Cálculo das emissões

O cálculo geralmente envolve a coleta de dados de atividade (ex: quilômetros voados, noites de hotel) e a aplicação de fatores de emissão específicos (ex: kg CO2e por km de voo, kg CO2e por noite de hotel). As fontes para esses fatores de emissão incluem a Agência Europeia do Meio Ambiente (EEA) ou publicações da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

Coleta de dados e ferramentas

A precisão do cálculo depende diretamente da qualidade dos dados coletados. As informações necessárias incluem:

  • Modal de transporte: Aéreo, rodoviário, ferroviário.
  • Distância percorrida: Para voos, aeroportos de origem e destino; para viagens terrestres, quilometragem.
  • Classe de viagem: Econômica, executiva, primeira classe (impacta o fator de emissão aéreo).
  • Tipo de combustível e consumo: Para veículos próprios ou alugados, se aplicável.
  • Número de noites em hotéis.

Fontes de dados

  • Sistemas de gestão de viagens (TMS): Plataformas que consolidam reservas de passagens, hotéis e locações de veículos são ideais para extrair esses dados de forma centralizada. Uma gestão de viagens robusta permite acesso a relatórios e dashboards detalhados, facilitando a coleta.
  • Relatórios de despesas: Ferramentas de _expense_ e reembolso também podem ser fontes de informação, especialmente para despesas de mobilidade urbana e quilometragem, como o reembolso de quilometragem.
  • Faturas de fornecedores: Companhias aéreas, hotéis e locadoras de veículos.

Reporte da pegada de carbono

Reportar as emissões de forma transparente é tão importante quanto medi-las. Os relatórios devem ser claros, compreensíveis e incluir:

  • Metodologia utilizada: Detalhes sobre os padrões (ex: GHG Protocol) e fatores de emissão aplicados.
  • Escopos de emissões: Indicação clara das emissões de Escopo 1, 2 e 3.
  • Dados de atividade: Volume de viagens, modais utilizados, etc.
  • Total de emissões de CO2e (dióxido de carbono equivalente): Sumário das emissões em toneladas.
  • Metas e progresso: Apresentação de metas de redução e o progresso em relação a elas.
  • Iniciativas de mitigação: Ações da empresa para reduzir as emissões, como preferência por fornecedores com políticas de sustentabilidade ou investimentos em créditos de carbono.

Padrões de reporte

Organizações como o Carbon Disclosure Project (CDP) e o Global Reporting Initiative (GRI) oferecem frameworks para o reporte ambiental, que ajudam a estruturar as informações e garantir a comparabilidade.

Desafios e boas práticas

Medir e reportar a pegada de carbono não é isento de desafios. A fragmentação de dados e a falta de padronização entre fornecedores podem dificultar o processo. No entanto, algumas boas práticas podem otimizar a gestão:

  • Centralização de dados: Utilize uma plataforma de gestão de viagens que consolide todas as informações de reservas e despesas. Isso facilita a auditoria e o cálculo.
  • Engajamento de stakeholders: Inclua gestores de viagens, compras, RH e financeiro no processo para garantir a coleta de dados e a adesão às políticas.
  • Educação e conscientização: Oriente os viajantes sobre a importância da sustentabilidade e incentive escolhas de viagem mais eficientes, como optar por voos diretos ou modais de transporte com menor pegada de carbono.
  • Políticas de viagem sustentáveis: Inclua critérios de sustentabilidade na política de viagens, incentivando opções de transporte e hospedagem que demonstrem menor impacto ambiental. Ferramentas de gestão podem aplicar políticas de viagens na ferramenta.
  • Tecnologia: Considere soluções que ofereçam relatórios de impacto ambiental ou que integrem dados de emissões diretamente em seus _dashboards_.

A implementação de uma estratégia robusta para a pegada de carbono de viagens corporativas é um investimento no futuro da empresa. Uma gestão eficiente não só atende às demandas de sustentabilidade, mas também contribui para uma operação mais transparente e otimizada, alinhando responsabilidade ambiental com desempenho de negócios.

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Perguntas frequentes

Por que é estratégico medir a pegada de carbono de viagens corporativas?

É estratégico pois, além de garantir conformidade com regulamentações e atender às demandas de stakeholders, permite otimizar custos ao identificar e reduzir viagens desnecessárias. Também ajuda na gestão de riscos e impulsiona a inovação e competitividade da empresa no mercado.

Quais são os principais escopos de emissões relacionados a viagens corporativas?

As viagens corporativas se enquadram majoritariamente no Escopo 3 (outras emissões indiretas), que inclui viagens aéreas, rodoviárias e hospedagem. Emissões diretas de veículos de frota própria (Escopo 1) também podem ser relevantes.

Como os dados para o cálculo das emissões são coletados?

A coleta de dados para o cálculo das emissões envolve informações como modal de transporte, distância percorrida, classe de viagem e número de noites em hotéis. Estes dados podem ser obtidos por meio de sistemas de gestão de viagens (TMS), relatórios de despesas e faturas de fornecedores.

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